Bê-á-Bá – 05 – O impacto da chuva

Publicado por Projetae em

Uma chuva forte cai na sua cidade, o trânsito fica chato e as ruas alagam. Cotidiano em diversas cidades no Brasil. Após a chuva acabar a água vai abaixando, o trânsito começa a fluir novamente e, para onde foi aquela água toda que parece que lavou os telhados, ruas e calçadas da sua cidade?! Os sistemas de escoamento da água de chuva, denominada águas pluviais, são projetados para encaminhar a água das chuvas para os mananciais superficiais.

O impacto das chuvas no rio é direto. O nível do rio sobe, sua velocidade aumenta, a turbidez se intensifica… enfim, o rio se transforma a cada chuva. A percepção da qualidade da água dos rios é muito interessante, veja só. Lembre-se dos rios que você conhece na sua cidade. Como ele é antes de passar pela cidade? E na saída da cidade, como ele está? Provavelmente, ele ganhou volume ao passar pela cidade e talvez esteja com a coloração, turbidez e odor diferente. Esses são impactos diretos que causamos nos rios e são inerentes as nossas atividades diárias. Cabe a nós causar o menor impacto possível, para que o rio continue vivo, com características que não apresentem riscos para a população.

Para reduzir o impacto nos mananciais é necessário tratar a água que chega neles. Mas que água é essa? Essa água pode ser água de chuva ou esgoto. No caso da água de chuva, a cidade deve ter um projeto de drenagem urbana que evite que a água chegue com muita intensidade nos rios, e que minimize a quantidade de sólidos (areia, terra, pedras) que chegam no rio. Na natureza é a mata ciliar que faz esse papel. Esse é o nome da mata que fica ao lado dos rios e funciona como uma barreira, evitando diversos problemas nos mananciais como o assoreamento.

O esgoto das cidades precisa necessariamente de tratamento. Isso porque é lançado pontualmente nos rios, causando uma modificação abrupta em sua qualidade. Quando o esgoto é lançado sem tratamento ele é muito mais impactante, por conter maior quantidade de matéria orgânica, sólidos, gordura e microrganismos. No processo de tratamento os poluentes são removidos, devendo atingir um nível mínimo de qualidade, podendo, então, ser lançado no manancial receptor.

O tratamento de esgoto deve ocorrer ininterruptamente 24 horas por dia, 7 dias por semana. Para o sistema não existe férias, final de semana ou feriado, aliás em muitas comunidades é justamente nesses dias que ocorre a maior demanda por tratamento. Enquanto você comemorava as festas de final de ano, o sistema de tratamento de esgoto continuava a receber efluentes e precisa tratar da mesma forma, atingindo os padrões de lançamento. As paradas do sistema de tratamento devem ser programadas, visando a manutenção do mesmo e garantindo um plano emergencial de tratamento.

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